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A História da Música Brasileira – parte 1

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Por:Inácio Cavallieri
Artigos sobre Música | Música

14

fev. 2019

O COMEÇO (1500 até 1930)

Obviamente, já se fazia música neste período, porém, essa música nada tinha de brasileira, pois, era simplesmente, uma cópia dos modelos europeus. Podemos dizer que, na música de salão, Chiquinha Gonzaga e Ernesto Nazareth foram os primeiros a romper com o padrão europeu e fazer música com temas e estilos brasileiros. Nos quintais, porém, cheios de influência negra e indígena, já se dançavam ritmos africanos e o congado.
O preconceito racial na época, porém, era grande. As festas negras eram proibidas e esses encontros eram chamadas de “sambas” . Também surgiu nessa época um tipo de composição musical, onde o virtuosismo nos instrumentos era mais importante que as letras que eventualmente existissem. Era o choro (mais arrastado) e o chorinho (mais repicado e de andamento mais rápido) habitualmente executados por bandas compostas de cavaquinho, flauta e violão.No começo do século, é gravado o primeiro samba: “Pelo Telefone”, o sucesso de Donga, depois, Sinhô (pianista de gafieira) dominou o cenário musical dos anos 20. E, nos anos 30, predominou o carioca do Bairro Estácio: –NOEL ROSA (Feitiço da Vila, Três Apitos, Fita Amarela, Conversa de Botequim, Feitio de Oração etc).

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História do Carnaval – Baile de Máscaras

O CARNAVAL

As músicas de carnaval foram uma das grandes vertentes da história da música brasileira.O primeiro baile de Carnaval, que se tem notícia no Brasil, foi um baile de máscaras realizado no Hotel Itália, no Rio, em 1840, promovido pela colônia italiana, empolgada pelos bailes de máscaras de Veneza. Em 1909, começaram os desfiles de carros alegóricos nas ruas e os concursos de fantasia, de dança e de beleza feminina. Também já desde 1855 haviam surgido as primeiras sociedades carnavalescas, uma ideia do escritor José de Alencar. Durante o final do Império, dominou a cena carnavalesca na Corte. As sociedades Carnavalescas foram as sementes das atuais Escolas de Samba. A primeira música feita exclusivamente para o carnaval foi a marcha-rancho “Ô Abre Alas” de Chiquinha Gonzaga, composta em 1899.

A ERA DO RÁDIO

Foi uma época de grandes vozes e grandes interpretações, que suplantavam a importância do compositor, a ponto de Ary Barroso, revoltado, ter fundado a primeira sociedade de direitos autorais, para defender os direitos dos compositores. Essas músicas eram cantadas nas rádios, nas vozes potentes de alguns que se tornaram grandes ídolos da época: o primeiro e o mais idolatrado deles foi Francisco Alves (Chico Alves ou Chico Viola), Orlando Silva (O Cantor das Multidões) “Atire a Primeira Pedra”, Carlos Galhardo (O Seresteiro) e Sylvio Caldas “Chão de Estrelas” – A imprensa os chamava de “ Os Quatro Grandes”. Além deles, Vicente Celestino (cantor, ator e compositor) sobressaía fazendo cinema com sua esposa, Gilda de Abreu (atriz e diretora) e lançando preciosidades como “O Ébrio” e “Porta Aberta” entre outros.Entre as mulheres se destacam: Emilinha Borba, Marlene, Aracy de Almeida (jurada do Sílvio Santos), Dalva de Oliveira “Ave Maria no Morro e Bandeira Branca”.No violão se destacaram: Garoto e Dilermando Reis.Na flauta, o grande PIXINGUINHA (maestro, compositor e instrumentista, comparável a Louis Armstrong).Mas a grande estrela foi sem dúvida Carmen Miranda, uma portuguesa de nascimento, criada no Brasil, que, usando um turbante na cabeça com frutas tropicais, conquistou Hollywood e o mundo, mostrando as belezas do Brasil. Nesta época, ela incentivou a carreira de um baiano de nome Dorival Caymmi (Marina, Rosa Morena) que fez muito sucesso com uma música , O Quê Que A Baiana Tem?, para um filme dela de 1939 “Banana da Terra”. Os grandes arranjos na época eram feitos por Radamés Gnattali.


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